Ebook Curtailment
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Um pouco do que você verá no Ebook:
ONS já deu o parecer: a Renova pode minerar Bitcoin
A dúvida mais comum entre gestores do setor elétrico é: "Isso é regulamentado? Tem aprovação do operador?"
A resposta é sim — e há um precedente concreto.
O Caso Renova Energia
A Renova Energia, geradora renovável com parques eólicos no Nordeste, consultou formalmente o ONS sobre a viabilidade operacional de instalar mineradores de Bitcoin em suas instalações, consumindo a energia que seria cortada.
O ONS emitiu parecer favorável, reconhecendo que o modelo de autoconsumo antes do medidor, durante períodos de restrição de geração, é operacionalmente compatível com os Procedimentos de Rede, desde que:
Alinhamento com o PAR/PEL 2025
O próprio diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, reconhece que a integração de grandes consumidores é necessária para mitigar o curtailment. O dossiê de mercado cita seu posicionamento direto:
✓ O consumo ocorra no ponto de conexão da usina, antes do medidor de entrega ao SIN
✓ A garantia física registrada na CCEE não seja alterada
✓ O despacho da usina permaneça sujeito às instruções operativas do ONS em casos de necessidade sistêmica
Este precedente é fundamental: demonstra que o ONS trata o modelo como operacionalmente neutro do ponto de vista sistêmico. A usina que está em curtailment já não está contribuindo com energia para o SIN — o que ela faz internamente com essa energia é decisão do agente gerador.
"O curtailment não é apenas um problema técnico, é um sinal de preço para a inovação na demanda. Os Data Centers podem ser dentificados como a 'âncora de demanda' ideal para o curtailment devido à sua modularidade, flexibilidade e monetização direta."
— Análise baseada em declarações de Alexandre Zucarato (ONS) em evento online, Novembro de 2025